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Relato de amamentação: Tive sorte

Falo que minha relação com a maternidade foi igual a minha vida! Não pedi para nascer, mas estou aqui vivendo e bem, não planejei engravidar e deu super certo. A amamentação foi uma dadiva que achei que não era para mim, assim como o parto normal. Lembro da enfermeira dizer que não tinha tamanho de peito para amamentar e de fato, meu peito cresceu no primeiro trimestre e depois voltou ao tamanho de antes, o que tinha mudado era a cor, que cada vez ficou mais marrom e uns caroços grandes que depois fui saber o que eram as "glândulas de Montgomery", que serviam para proteger o seio, eram o que deixava hidratado e saia um óleo antibacteriano. Ela também indagou: - você fez o bico em casa? Eu pensei que não tinha me preparado, até o leite Aptamil 1, li que dava menos ressecamento no bebê, eu ia deixar já em casa para caso precisasse, eu já daria, deixei também a mamadeira pronta, mas daria num copinho no inicio. Mas a história não foi bem assim, assim que meu bebê nasceu, minha mãe já veio com a neura dela de colocar ela no peito no desespero que ela precisava mamar urgente e já veio dizendo que eu não tinha leite e não sabia segurar, isso e aquilo. Porém eu fiquei agoniada por que estava esgotada do parto difícil que tive e não estava crendo que já tinha um bebê. Parei para pensar, e olhar em volta, no meu quarto tinham 7 puerpérias contando comigo e com isso, 7 bebês que estavam sem mamar, pois os partos eram ressentes assim como o meu, Letícia era a mais calma, e achei assim: o leite pode descer amanhã ou amanhã eu resolvo se terei ou não, até por que  queria me alimentar também. Mesmo assim eu colocava ela no peito como todas as mães no quarto e ainda sofrendo interferência da minha, palpiteira, mãe, aperta assim aperta assado, faz assim e faz assado, não foi uma boa ela nessa hora, mas enfim, minha surpresa é que quem mais sabia como deveria ser a bebê, já vem certinho mamando e sugando direitinho, agarrando a aureola como tem que ser, fiquei maravilhada como o instinto de sobrevivência é forte, no outro dia veio a obstetra e a pediatra e me perguntaram: -já deu de mamar hoje? falei, que não pois não vi nada saindo, ela apertou e viu que tinha e me tranquilizou: -claro que tá, olha aí, deixa ela sempre mamando o colostro, falei, é mesmo, já que meu útero dói bastante quando ela suga, deve ter algo dando certo. A ocitocina, o hormônio do amor e da dor, atua nesse sentindo, faz o bebê nascer através da contração e produz a saída do leite, dá imprinte da mãe/bebê e a contração do útero ao normal depois que o bebê nasce. Então, dei mamar sempre, não importava eu ver se estava saindo leite ou não e ela não reclamava de fome, dormia direitinho nos 10 primeiros dias, depois exigiu mais e cada vez mais mamadas e estou na livre demanda. Ainda tive uns problemas no pós-parto e a unica função que eu dava conta era amamentar e para cuidar e trocar era conta do meu marido e minha mãe que ainda ficou em casa comigo até está melhor. 
Eu dei muita importância para amamentação que quando tive que retornar ao hospital para a transfusão e fiquei bastante triste com a possibilidade de deixar minha bebê sem o leite dela e me dava uma vontade grande de chorar, foi que consegui que ela viesse para o hospital comigo com 5 dias de nascida, ficamos 3 dias e foi como se nunca tivéssemos saído de lá. No decorrer dos dias continuei amamentando normal e a dificuldade era a posição, pois tinha que me sentar e meus pontos doloridos, inflamados ou quebrados, nessa altura eu nem sabia mais, estava na cama alta, que não movia nada, e até hoje enquanto escrevo ainda sinto dor, mas confesso que não são só flores. As dificuldades foram sentar com os pontos da episiotomia, a dor no útero da contração nos 5 primeiros dias e a dor fina no bico ao sair o leite que só passou depois de 30 dias de mamadas, agora um enjôo inicial ao lamentar devido a ocitocina e endurecimento do seio que chamamos de ingurgitamento ocorreu, mas pesquisei e deu certo, fiz compressa morna antes da mamada e massagens durante, deixo sempre ela esvaziar bem um peito para dar o outro e se tiver endurecendo eu retiro um pouco com a bombinha. 
Tive muita sorte, de não ferir ou rachar meu peito, de não chorar de dor enquanto meu bebê mamava, como vi minhas amigas e cunhadas relatar. Mas estava preparada com as pesquisas que fiz. Eu comprei as conchas, o bico de silicone, a pomada de lanolina, a bombinha, os sutiãs, só foram poucas blusas abertas na frente, o que me deixa bem mendiga na hora de amamentar em casa, ainda não tenho modos e postura. 
O que eu aprendi com isso tudo, é que existe m muitos mitos sobre amamentação, que farei um post falando, mas que se deixarmos a natureza seguir seu curso daremos leite com sucesso para nossos bebês, pois eu não deixei de comer ou comi nada especial para dar o leite na quantidade apropriada, estava pelo contrario numa situação de uma anemia grande devido ao parto, não tinha força para ficar em pé e consegui amamentar, os comentários alheios só atrapalham, e os conhecimentos que precisamos são os de usar a concha e as pomadas na hora certa e evitar as fissuras e a dor. Tem realmente que ser uma experiencia gostosa para mãe e filho e se não puder amamentar não será menos mãe por isso.


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