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Relato de Parto: parte 1 a-normal no sus

Vou começar meu relato pela gestação! Não tive espectativas, eu vivi a gestação da forma que minha saúde permitiu! E ela foi generosa comigo! Cheguei a quase 40 semanas sem intercorrências, fiz meu pré-natal particular e fui muito cuidadosa, todos os exames estavam perfeitos, exceto uma infecção urinária persistente e assintomática, tive que ir na emergência uma vez na UPA, por causa da vesícula e outra vez devido a infecção que fez eu ter com 7 meses muitas contrações de treinamento. Mas chegando ao final da gestação conversei com minha médica sobre o tipo de parto, e sobre meu estado de saúde, como tenho fibromialgia e uns incurtamento nos iquiostibiais, inclusive fiz fisioterapia anos e varias sessões de RPG, achamos que cesária seria melhor para não desencadear minhas dores sistêmicas, já que também não tinha crise a vários meses, caso eu sentisse dor, não pararia de sentir por vários dias! 
Mascamos para o dia 12 de junho de 2017 e daí estava sem sintomas e por tanto fui liberada de 3 consultas com a obstetra. Daí então fiquei a preesiva, já que dia 09 seria dia de lua cheia e no grupo que participo tem a crença de que nascem muitos bebês na lua cheia, devido o líquido amniótico da placenta. Falei para varias pessoas que no dia 09 ficaria bem quieta para não dá nada errado. Minha mãe veio ficar comigo nessa semana e fomos na rua comprar o que faltava e daí me senti pela primeira vez cansada. Não retornei ao trabalho no dia, e logo as 20:00 já sentia contração, mas não estava lembrando que iria entrar em trabalho de parto, fui dormir um pouco encomodada devido já está com dores. Tem algo relativo as dores não prestei atenção nelas. Daí nessa noite já não acordei para fazer xixi na madrugada como já era costume. Do nada estava com sono leve por volta das 6:00 quando meu celular deveria tocar o alarme como sempre, escutei um -toin, esse barulho me deu uma estalo, barulho dentro de mim, na minha barriga, foi muita água, levantei saltando por cima do meu marido e correndo para o vaso e saindo mais água, rapidamente passei mensagem para minha médica e coloquei o absorvente. A medica disse que não estaria no hospital da cidade e que eu fosse para lá urgente, mas fiquei preocupada, já que nunca tinha ido no hospital antes e não conhecia ninguém, certo que não precisamos conhecer alguém, o certo que cada um faça seu trabalho. Entrei em contato com minha fisioterapeuta e amiga Cris e perguntei se a prima dela estava trabalhando no dia, mas não estava. Daí terminei de arrumar as malas que tinha tirado as coisas dos lugares e reorganizei tudo, fui ao hospital por volta das 8:30 e chegando lá fiz a ficha e informei sobre o rompimento da bolsa, fui atendida pela infermeira da triagem, e aguardei sentana na recepção, quando comecei a sentir dor nas contrações, daí já eram fortes, e eu tentava ser forte com vergonha das pessoas que estavam lá. Depois entrei e fiquei esperando o médico que tinha saído, de lá só veio aparecer umas 10:30hs e eu aflita achando que com a bolsa rompida deveria ser de imediato encaminhada para o parto. Ele fez o toque e eu já tinha falado com a minha médica, que disse que estava em outro hospital e que falasse com o medico do dia e falasse tudo que conversamos sobre a fibro. Ele não me deu ouvidos! Estava mais preocupado com um problema pessoal sobre a internação da filha dele, que comigo ali na maca ele estava ligando para algum lugar para tratar desse assunto. Ele examinou meus exames pré natal, a infermeira chegou e pediram para me internar na sala de pre-parto, daí ele não disse qual a dilatação, perguntei a infermeira e ela me disse que era 5cm, achei muito, visto que só tinha 3 horas de dor espaçadas. Chegando no quarto tomei um susto, uma mulher quase sem roupa passando por uma dor absurda e já quase ganhando o bebê, já tinham mais pessoas lá e minha mãe chegou, tinha uma moça com soro, e uma cama vazia do lado, 2 acompanhantes e minha mãe, a moça do soro me tranquilizou falando que era normal a moça estava em trabalho de parto e ela ka tinha visto 3 partos alí mesmo na sala, onde ela tinha chegado na noite anterior. E ficamos conversando, enquanto vinham minhas dores aumentando. Ela contou sobre sua gestação, tão tranquila como a minha e sobre a espectativa da chegada da bebê e falávamos sobre a fome que sentíamos e daí a doe dela nao chegava, veio outra moça e a do lado foi para a sala de parto, por volta das 4:00 veio alguém ver nossa situação e eu estava já morrendo com a dor, mas não sabia o que fazer até alí, não fui preparada para o parto normal, e em mim, não acreditava na possibilidade de eu conseguir isso! Pelo meu corpo e pelo meu histórico.  Chegaram as infermeiras e o médico que fez o toque e disse que era 8,30cm de dilatação e daí foi quando tudo começou a dar errado! Na mesma hora ele disse, vamos adiantar isso, já era para ter terminado, mas como assim: pensei se ele é o médico como achava que eu já tinha parido? Pois bem, chegou um soro mais rápido e nem vi a hora, acho que devido a dor. Mas na mesma hora que aplicaram o soro em mim, minha bexiga que doía muito a cada contração ejetou xixi em todo mundo na minha frente. Não sei porque, mas eu só dizia que estava comedo de ter normal e minha dor não parar. As contração ficaram continuas, pensei que ia morrer, minhas pernas começaram a ter câimbras e aliviava quando eu gritava, daí a infermeira veio dizer que não podia gritar ou isso e aquilo, pois prejudicava o bebê que ia ficar prezo, a mulher na sala me deu a mão dela para eu segurar e minha mãe me estressava a cada minuto. Pedia para eu colocar a perna na cama, mas eu estava toda contorcida com os nervos duros e as pernas tendo câimbras! Depois de muita dor e me sentindo contrariada e perdida, caiu a ficha! Eita como é que vou ter minha bebê que está aqui! Não estou suportando essa dor, pensava que elas não sabiam que podiam está me causando um mal, mas nessa hora não tinha o que fazer! Voltei para a terra e disse a infermeira: moça eu não posso sentir essa dor! Ela respondeu, claro que pode! Toda mulher pode! 
Daí vi que não tinha saída para mim! E pedi, então aplica alguma anestesia em mim, ela falou: Aqui não tem dessas coisas não! Aí foi o que faltava para eu me desesperar de vez! De uma coisa eu sabia, não tinha como escapar, o médico não me passava confiança e com ele não tinha coragem para um procedimento cirúrgico. Aí a infermeira disse que já estava nascendo e pediu para eu dercer da cama e ir para cadeira que ela me levaria para sala de parto, a mulher falou, de lá você sairá rapidinho e todas me desejaram boa sorte. Mas não tinha controle do corpo, só gritava só chorava era dor demais, chegando lá tive que sair da cadeira e subir na cama mais uma vez! E pedia para esperar um pouco para eu ter força, mas a dor não esperava, não tinha força, não sentia que estava fazendo força, como se não tivesse força, só dor, não sentia força nas minhas pernas, mas sentia uma dor nas articulações e nos nervos das pernas, na bexiga e na barriga uma grande caimbra. As infermeiras conversavam entre elas, conversavam comigo tentando me tranquilizar e me ensinando oque fazer para facilitar, disseram que iriam me dar uma força para ajudar o BB, foram para cima de mim, com o antebraço, fazendo uma pressão, mas doía até nelas e revezaram. Eram 3 infermeiras, e uma delas segurava minha mão e cantava para Letícia e as outras duas se desesperavam por algum motivo e eu já me sentia saindo do corpo, já entregando os pontos, nem sabia mais por que alí estava! Quando elas resolveram pedir ajuda ao médico e eu por algum resquícios de instinto disse não saí daqui! E segurei ela! Sabe estava confiando minha vida a elas e pensei se ela sair ou qualquer outra eu vou morrer, um tipo de manhã ou ultimo desejo. Daí ela disse que tinha que ir, pedir ajuda!
Foi aí que a outra internauta fez mais um pique de episiotomia, acredito que já tinha feito antes, e com mais 3 forças, mas delas que de mim, praticamente sentindo ela enfiar a mão e puxar muito rapidamente Letícia e jogar ela em cima de mim, nessa hora eu não tinha noção alguma mais que era o bebê, que eu estava alí por ela e que deveria verificar se ela estava bem! Elas comemoraram e uma foi limpar e vestir minha bebê e disse o peso: 3,100 kg, elas falaram que ela era enorme e pesada e tinha feito um estrago grande em mim. Mas eu continuava a gritar por que a dor não parou, não sentia contração, mas cólicas e muita dor nas pernas! Ela disse que tinha que tirar placenta que era o segundo parto, e tirou, mas meu tormento estava longe do fim! Ainda tinha que apertar minha barriga para retirar os restos de parto e ainda na hora de pontear, nada da anestesia, cada furo eu sentia, cada passada da linha, foi tortura e mais tortura, minha perna começou a tremer sem parar e o sangramento aumentando, sentia uma coisa áspera me cortando muito, reclamei com a infermeira e elas disseram que eram um paninho, afastei o joelho e vi, uma gase grande, completamente e ensaguentada e ela tentava secar ainda mais o local da episiotomia, quando pediu ajuda, pois eu não conseguia mais colaborar devido as dores e gritava muito, então a outra enfermeira deixou minha bebê e foi ajudar nos pontos. Quando chega a outra enfermeira que tinha ido buscar o médico e ficou feliz por tudo ter terminado, aí me vestiram e colocaram sentada na cadeira e continuavam conversando comigo, que nem podia mais responder, estava com soro na veia e me colocaram na cama, onde meu marido e minha mãe me esperavam com minha bebê e disseram para eles, cuidem dela, pois o parto foi difícil. Eu não tinha mínima noção ainda que eu tinha conseguido ter meu bebê! Depois disso, não conseguia levantar! Muita dor nas pernas, fraqueza e ainda uma dor de cabeça forte! Pedia remédio e não vinha, até próximo de meia noite, veio uma injeção de dipirona! Acreditem vcs, isso não é nem o final do meu relato, vou dividir em 2 parte para saberem as coisas ruins que ainda aconteceu comigo e uma tragedia que presenciei no mesmo hospital que me fez ficar mas traumatizada, saber mais sobre a ficha corrida do médico de plantão e por que depois de 1 mês eu tive que retornar varias vezes ao hospital! 
Comente e leia a parte 2 para saber o que aconteceu!

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